sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Vi um fantasma hj

Bem que eu queria... mas agora tá complicado, com um certo fantasma do passado rondando novamente. Por que que quando a gente pensa que as coisas irão seguir, algo nos empata a vida? #cansada.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

Reflexões de meu novo ano

Oieeee Faz um tempinho que não passo por aqui e falo de sentimentos. Mas a verdade é que ultimamente estou sentindo ausência deles. Se saio com amigos e me divirto, bom. Se eles aprontam comigo e me deixam brava por algum motivo isso se torna tão passageiro que não dá tempo nem de sentir nada. Aproveito a solidão para ficar reclusa em casa, lendo, cozinhando, dormindo ou organizando a vida. Se a família me cansa por algum probleminha básico, isso me incomoda porém, em menos tempo do que esperava, toda a agonia vai para "debaixo do tapete" e eu esqueço temporariamente (até que o problema venha a tona novamente). Se estou ficando com alguém, legal... mas isso nunca parece ser algo que me faça flutuar ou despertem as borboletas no estômago que antes habitavam em meu interior (devem ter morrido, pobrezinhas). Hoje em um debate entre amigos eu, que sonhava tanto em me casar, me peguei falando que não tô afim de namorar. Oi??? (Pior que não estou mesmo, parece que não acredito mais em amor. Não interpretem isso como lamentação ou ressentimento, amargura, dor de corno... garanto-lhes que não é nada disso. Mais parece com um sentimento de preguiça de investir em algo que dá mais dor de cabeças do que abrir um negócio próprio). O fato que tudo isso, que pode-se chamar frieza, tem me deixado calma. Talvez anestesiada. A parte ruim é a espiritualidade que anda um pouco fraca demais. Mas não esqueço de dizer a Deus a todo instante o quanto sou grata pela saúde e proteção (minhas e dos meus familiares). Não sei a que ponto esse meu modo (novo) de viver é bom. De um lado vejo a Daniela de hj, forte, inabalável e talvez fria e a Daniela de antigamente fraca, sensível, vulnerável, sonhadora e feliz (em alguns momentos). Será que essa nova fase se chama amadurecimento? Talvez. Só tenho receio de que esteja fazendo algo errado, que não agrade a Deus, esteja vivendo uma vida sem propósito. Assistindo a uma série de TV que curto muito (Revenge), ouvi a frase "Um barco está seguro na marina mas não é para isso que são construídos" Só que estou me sentindo muito mais confortável assim. Ó dúvida cruel. Bom, vamos ver o que 2014 me reserva. Feliz Ano Novo... afinal essa é a primeira segunda-feira do ano.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Quem sou...




Sou desconfiada, mas acabo sempre acreditando nos outros. Já fiz chorar, já chorei. Às vezes sou cruel, falo pra machucar de propósito, às vezes sou má, às vezes chego a ser péssima, um tanto horrorosa. Às vezes sou legal. Tão legal que chego a ser besta. Quando gosto de uma música, o repeat fica ligado por umas três semanas. Sou exagerada! Muitoooooo exagerada! Nunca quebrei um osso, mas já quebrei muito a cara. Não sei contar piada, mas gosto de fazer as pessoas rirem. Tenho receio da solidão, medo de rejeição e pavor de envelhecer. Não sei perder, mas disfarço legal. Gosto de ser paparicada, sou muito orgulhosa, tenho reações imprevisíveis, mas tenho um bom coração. Desanimo facilmente quando não vejo resultados, canto pra ficar feliz e até finjo estar pra não entristecer quem está por perto. Emburro quando não estou satisfeita. Sou ciumenta mas poderia ser mais. Não aceito palpites pelo acaso de quem não sabe como vivo . Posso dizer que sou minha maior crítica. Alguns diriam que sou muito séria e brava. Outros me acham uma tremenda palhaça. Não sou uma pessoa de meio termos, sou de extremos… Ou eu amo ou eu odeio. Não sei mentir. Sou complicada, difícil de aturar, mas garanto que vale a pena.

domingo, 14 de julho de 2013

Não dá pra não lembrar

"Ninguém se ocupa muito com o presente; as lembranças e as expectativas preenchem quase todos os nossos momentos." - Samuel Johnson
Não teve como não lembrar de vc ontém. Se o tempo tem o dever de apagar algumas coisas da memória, ele está deixando de cumprir com suas obrigações =( By DCS

domingo, 7 de julho de 2013

Admitir o fracasso

Eu estava dentro do carro em frente à escola da minha filha, aguardando a aula dela terminar. A rua é bastante congestionada no final da manhã. Foi então que uma mulher chegou e começou a manobrar para estacionar o seu carro numa vaga ainda livre. Reparei que seu carro era grande para o tamanho da vaga, mas, vá saber, talvez ela fosse craque em baliza.

Tentou entrar de ré, não conseguiu. Tentou de novo, e de novo não conseguiu. E de novo. E de novo. Por pouco não raspou a lataria do carro da frente, e deu umas batidinhas no de trás que eu vi. Não fazia calor, mas ela suava, passava a mão na testa, ou seja, estava entregando a alma para tentar acomodar sua caminhonete numa vaga que, visivelmente, não servia. Ou, se servisse, haveria de deixá-la entalada e com muita dificuldade de sair dali depois. Pensei: como é difícil admitir um fracasso e partir para outra.

Para quem está de fora, é mais fácil perceber quando uma insistência vai dar em nada – e já não estou falando apenas em estacionar carros em vagas minúsculas, mas em situações variadas em que o “de novo, de novo, de novo” só consegue fazer com que a pessoa perca tempo. Tudo conspira contra, mas a criatura teima na perseguição do seu intento, pois não é do seu feitio fracassar.

Ora, seria do feitio de quem?

Todas as nossas iniciativas pressupõem um resultado favorável. Ninguém entra de antemão numa fria: acreditamos que nossas atitudes serão compreendidas, que nosso trabalho trará bom resultado, que nossos esforços serão valorizados. Só que às vezes não são. E nem é por maldade alheia, simplesmente a gente dimensionou mal o tamanho do desafio. Achamos que daríamos conta, e não demos. Tentamos, e não rolou. “De novo!”, ordenamos a nós mesmos – e, ok, até vale insistir um pouquinho.

Só que nada. Outra vez, e nada. Até quando perseverar? No fundo, intuímos rapidinho que algo não vai dar certo, mas é incômodo reconhecer um fracasso, ainda mais hoje em dia, em que o sucesso anda sendo superfaturado por todo mundo. Só eu vou me dar mal? Nada disso. De novo!

De-sis-ta. É a melhor coisa que se pode fazer quando não se consegue encaixar um sonho em um lugar determinado. Se nada de positivo vem desse empenho todo, reconheça: você fez uma escolha errada. Aprender alemão talvez não seja para sua cachola. Entrar naquela saia vai ser impossível. Seu namorado não vai deixar de ser mulherengo, está no genoma dele. Você irá partir para a oitava tentativa de fertilização?

Adote. E em vez de alemão, tente aprender espanhol. Troque a saia apertada por um vestido soltinho. Invista em alguém que enxergue a vida do seu mesmo modo, que tenha afinidades com seu jeito de ser. Admitir um fracasso não é o fim do mundo. É apenas a oportunidade que você se dá de estacionar seu carro numa vaga mais fácil e que está logo ali em frente, disponível.

Martha Medeiros